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06/12/2017 19:23 - Atualizado em 06/12/2017 19:24

Poder Público tenta resolver problema crônico da rodoviária de Cruz Alta

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Uma ação intersetorial que vem sendo planejada a alguns meses, envolvendo quatro Secretarias Municipais – Saúde, Desenvolvimento Econômico, Social, Obras e Mobilidade Urbana de Cruz Alta, para tentar resolver um problema crônico existente na Rodoviária Municipal: o fechamento do antigo restaurante do local que serve de abrigo para moradores de rua e usuários de drogas.

Um problema que parece ser fácil de resolução, mas que envolve doença, vício, rompimento de familiar e indiferença.

Por trás de cada um e cada uma das pessoas que lá habitam e orbitam existe uma história que tem como desfecho o alcoolismo, a drogadição e abandono. A tomada do restaurante como habitação por grupos de pessoas não é de hoje. Atualmente são cinco moradores fazendo uso do espaço.

Desde o início do ano a Secretaria de Desenvolvimento Social vem fazendo um trabalho de orientação e encaminhamento destas pessoas para a Casa de Passagem situada no bairro de Fátima. Na sexta-feira este trabalho foi intensificado e hoje, quarta-feira (6), houve o deslocamentos dos moradores para a Casa de Passagem.

“Foi tudo feito pacificamente. A recepção por parte deles foi tranquila. Nossas duas duas assistentes sociais e uma educadora social foram bem recebidas, junto com motoristas das secretarias. Iremos reforçar o trabalho de fortalecimento de vínculos familiares que foram rompidos”, explica a coordenadora técnica da SMDS Elisabete Martins.

Paralelamente a equipe da Secretaria de Obras e Mobilidade Urbana está  recolocando as portas e janelas do antigo restaurante de modo que o local não possa mais ser ocupado. Esta ocupação gera problemas para os comerciantes da Rodoviária, passageiros e usuários da praça do entorno.

Soluções para a Rodoviária

O secretário de Desenvolvimento Econômico Emerson de Sousa ressalta que a Secretaria vem tendo reuniões com os atores que operam na Rodoviária. O prédio, que é de propriedade do município, é um dos poucos que não são da iniciativa privada no Estado.

“Houve uma licitação em 2014 por parte do Estado para um novo concessionário. O atual concessionário, com quem também já estivemos dialogando, entrou com recurso e a questão está judicializada. Então aguardamos a decisão judicial para que haja uma definição sobre esta questão pontual. Estamos atentos trabalhando e estudando outras possibilidades”, afirma ele.


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