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31/03/2018

Ovos

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Que tempos conturbados temos vivido, ultimamente.

Tempos bíblicos.

A humanidade, as pessoas, o planeta está uma bagunça só.

O homem domina a ciência mas não domina seus sentimentos, é uma “cousa de loco”.

Aqui no nosso mundinho sul-americano, as coisas estão “prá lá de Bagdá”, uma bagunça geral que vai de roubalheiras históricas a falcatruas jurídicas que não só nos envergonham, como geram um descrédito moral nunca visto no Brasil.

Vamos ter que nos reinventar, voltar à casca do ovo.

Aliás, o que mais se fala hoje em dia é em ovo.

Não sei quem teve a idéia de usar o ovo como instrumento de protesto, mas a idéia é genial.

Não machuca, não mancha, sai com água e sabão.

É diferente de outros instrumentos utilizados para protestar tipo foices, enxadas e pedras.

É um instrumento não letal, quase pacífico.

Embora hostil, serve mais para assustar que ferir, maneira inteligente de afastar intrusos, indesejados ou invasores.

Talvez o ovo jogado se transforme num símbolo, um “basta”, um aviso prévio.

Tudo tem sua simbologia, e um ovo pode significar mais que suásticas, martelos e foices ou tantos outros símbolos místicos.

Diante de tantas analogias, nessa época precisamos mesmo é reforçar a fé, sem ódios ou ressentimentos.

Procurar entendermos o significado das coisas.

Do ponto de vista religioso, o ovo é considerado “símbolo do nascimento e da vida”, uma renovação , esperança de uma nova vida, um tempo melhor.

Presentear as pessoas com ovos é um costume antigo, comum entre os povos que habitavam a região do Mediterrâneo, do Leste Europeu e do Oriente.

Com o passar do tempo, o ovo de chocolate entrou para as tradições da “Semana Santa” e atualmente é o presente preferido de adultos e crianças no domingo de Páscoa.

Nem tanto pelo chocolate, mas pela simbologia.

Durante anos, as famílias mais pobres presenteavam-se com ovos de galinha recheados com paçoca de amendoim torrado.

Valia mais o sentimento, a intenção, o significado. E todo mundo era mais feliz.

Mas, nos dias televisivos de hoje, apesar de todas as crises, pobres e ricos fazem de tudo para trocar ovos enormes, vendidos a preço de ouro em tudo que é loja e boteco.

Por ironia, nesses dias que antecedem a Páscoa, há ovos em abundância nas prateleiras das lojas e voando por cima de gente.

Cada um tem o ovo que merece.
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