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12/03/2018

Palavra de Honra

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Poderia estar falando hoje sobre o Carnaval fora de época, que aconteceu este final de semana aqui em Cruz Alta.

Na semana anterior, o carnaval extemporâneo foi na cidade fronteiriça de Uruguaiana, a primeira a apostar nessa idéia. Mas lá tem um motivo especial, é evento turístico que atrai os hermanos argentinos, e isso já é um incentivo enorme para o evento.

O povo quer é festa, o resto é bobagem.

Hoje o assunto será outro, bem mais curioso.

Vi na televisão alguns pré-candidatos “se escalando” para concorrer a próxima eleição.

A canalhice beira ao espanto, tal a cara de pau de alguns velhos conhecidos, se fazendo de santinhos e futuros “salvadores da Pátria”!

Foi-se o tempo que o homens cumpriam suas promessas, honravam a palavra e o “fio de bigode”.

Até pouco tempo atrás, honrar a palavra era o bem maior de qualquer pessoa, sabemos de casos de homens que deram a própria vida como fiança à palavra.

A honradez fazia parte do caráter, isso era o que se aprendia em casa.

Mas o que se vê atualmente é mau exemplo prá tudo que é lado, em todos segmentos, em todos os níveis, uma praga geral.

Cumprir um trato, um acordo, uma promessa, hoje é uma verdadeira loteria.

Lá no ano de 1981, na primeira edição da Coxilha Nativista, uma música falava desse tema, e embora tenha passado um bom tempo, serve como reflexão.

Diz um trecho:
“Por esses largos rincões, o trato vale por trato / com mais direito e respeito, que os escritos de um contrato”.
E o refrão manda o recado que muita gente deveria ouvir:
“Velhos pagos que herdaram meus pais
 Herança de avós ancestrais
Onde um fio de bigode é bem mais
Que papéis, documentos e avais.”

“Fio de Bigode” é o nome da canção, com autoria de Antonio Augusto Ferreira e Nelson Canário, na interpretação de Miguel Marques, hoje um dos clássicos do nosso maior evento cultural.
 
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