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10/03/2018

Bondades

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O ano eleitoral faz com que políticos, hábeis no manuseio de discursos, eles são treinados pra isso, pintem um outro mundo, encantador.  Nada  parecido  com nossas  mazelas. Matreiros, exaltam feitos( até os inexistentes), pintam um cenário promissor, porque  pra eles não há  crise, não há corrupção e  a  vida que levam ,com tudo  pago, é legitimada  pelos trouxas .  Suas  recheadas contas  são os verdadeiros  motivos( será que há outros?) para  que  queiram permanecer  onde  estão. As soluções pra todos os setores, não raro, são   requentadas embora  jamais  realizadas. Mas é  preciso reconhecer, são  tão criativas e com tamanha cara de pau  que não há ciência que  explique.

A corrupção que escorre como   lama por  todos os  setores, especialmente  onde tem licitações, dinheiro público ,cargos distribuídos com fartura e obras sempre inacabadas ou mal feitas, em  tempos de  campanha é solenemente ignorada.  A esperteza se renova. É um filme  que  se repete. A sensação é que  vemos  sempre  a mesma peça. Na campanha, incrivelmente, há  soluções  pra tudo,   depois ,claro, a conversa muda.

As promessas caminham na  direção contrária à  realidade. A   distribuição  de cargos, a distribuição do espólio  da  nação e  dos estados  entre a parceria , não raro,  também entre consórcios familiares, vem antes de qualquer outro propósito. Somos um país  em permanente  campanha e nesse período, em especial, no  país a fora, surgem, como num passe  de  mágica,  grandes  canteiros  de obras. Por  onde quer que  se ande esse “espírito empreendedor” parece   tomar conta  dos “administradores  públicos”. Os  recursos aparecem  com uma agilidade incomum, diferente de outros momentos. O ambiente se transforma e as mágicas se multiplicam.  Candidatos  com seus  puxa-sacos, mamadores, cabos eleitorais e todos  os  que  gravitam  em  torno de  benesses, já andam por  aí com o  sorriso largo, gentis e generosos dizendo que  é  preciso “mudar a  política”.

Toda  semana tem  uma  solenidade pra  inaugurar uma placa que indica o começo  de alguma obra. Tem solenidade  até pra  início de licitação. E sempre tem plateia pra aplaudir.

Os  eleitores, coadjuvantes desse teatro, serão chamados a escolher os novos(?) ocupantes de  uma infinidade cargos . Talvez, mais do que  escolher ,o pior  é  cair  na  conversa  de  sempre.
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