Blog

11/06/2017

Favas

Compartilhar:

O teatro da absolvição Dilma-Temer, não está encerrado. O roteiro ainda prevê um  “Gran Finale”.

O tiro mortal na lava jato, essa investigação que tanto incomoda, que desnudou um  lodaçal interminável de maracutaias, agora precisa, o quanto antes, ser definitivamente escondido para que a honra dos corruptos seja  apresentada sem máculas no próximo espetáculo da campanha eleitoral, afinal de contas 2018 está aí.

O desfecho da safadeza, agora perdoada pela justiça, não é novidade. Quase todo mundo sabia antecipadamente o que iria acontecer. Um rasgo de esperança num desfecho que surpreendesse, existia, mas tênue e débil. A  fragilidade dessa esperança não sobreviveu, sucumbiu. A pergunta agora é: o que será feito com essa montanha de vigarices e trapaças jogadas na cara da sociedade?

A justiça já fez a su  parte. Cobriu toda a sacanagem com o manto da impunidade. Gilmar Mendes foi claro: O dinheiro é muito mais importante que a justiça. Sua postura obscura colocou o judiciário no mesmo nível do descrédito da política.

Cabe agora a cada brasileiro decidir o que fazer com o entulho produzido pelas negociatas que sangraram os cofres públicos e enriqueceram bandidos fantasiados de empresários e de políticos.

O roteiro da  safadeza precisa continuar. Quanto vai custar agora o apoio no congresso para que Temer continue no  poder? Dilma-Temer e todo o séquito não param de  comemorar. No jogo do faz de conta, o importante é dar à mentira  uma aparência de verdade no submundo do que eles chamam de política. A Justiça e o crime legalmente organizado mandaram às favas o povo, a lei, a  honra e a  vergonha.
Voltar ao Blog